Com a publicação em Diário Oficial da homologação do aumento de 12,13% na conta de água e esgoto da Sanepar, a tarifa reajustada já poderá ser cobrada a partir do dia 17 de maio, segundo a companhia de saneamento. Para definir a data, foi considerado que a homologação do reajuste já foi “amplamente divulgada” a partir de 15 de abril, quando o conselho executivo da Agepar homologou a decisão. A regra sobre o reajuste determina que passe a valer 30 dias após a data da publicação em Diário Oficial, mas a Sanepar considera que já houve a publicização cobrada em lei.

A publicação em Diário Oficial foi feita por volta das 17 horas desta terça-feira (23). O aumento deve ser aplicado na conta do consumidor de forma gradativa, a partir do próximo dia 17, dependendo da data da leitura de cada consumido.

O reajuste de 12,13%, acima da inflação, que foi de 4,5% no período, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi autorizado no último dia 15 pela Agepar, a pedido da Sanepar.

Em seis anos da gestão Beto Richa (PSDB), entre 2011 e 2017, o reajuste foi de 123,96% – acima da inflação do período, que ficou em 47,49%. O último reajuste da tarifa da Sanepar, de 2018, ficou em 5,12%. (2019: 12,13%; 2018: 5,12%; 2017: 8,53%; 2016: 10,48%; 2015: 12,5% – em duas etapas de 6,5% e 6%).

A Sanepar afirma que o índice é composto pela inflação dos custos do setor de saneamento mais a terceira parcela do diferimento aprovado na revisão tarifária de 2017. O diretor-presidente da companhia, Claudio Stabile, e o presidente em exercício da Agepar, João Vicente, participaram de reunião ontem, na Assembleia Legislativa, para falar aos deputados sobre o reajuste. Stabile iniciou a apresentação explicando que o reajuste é composto pela inflação dos custos do setor de saneamento, medida de acordo com indexadores variados (IPCA, IGPM e INPC) mais a terceira parcela do diferimento aprovado na revisão tarifária de 2017, atualizada pela taxa Selic. Aí ele fez um breve histórico do período que vai de 2006 a 2010, quando a tarifa ficou congelada, durante o governo de Roberto Requião (MDB) e os subsequentes aumentos até 2016.

Segundo Stabile, houve uma “reavaliação dos ativos da companhia”, ocorrida em 2017, quando ficou decidido que a diferença de mais de 26% seria diferida em parcelas ao longo de oito anos. Fez questão de atacar o que chamou de mistificação do diferimento, insistindo que ele não deve ser atribuído a governos anteriores. “A empresa tem 54 anos, recebemos um passivo. Não conseguimos apresentar o resultado que todos reclamam em tão pouco tempo”, disse Stebile.

Fonte: Bem Paraná

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